#Carnaval2019 – Morro da Formiga desce e mira retorno ao Grupo Especial

Por Redação Carnavalize

Quinta escola a desfilar, o Império da Tijuca apresentou o enredo “Império do café, Vale da esperança”, do carnavalesco Jorge Caribé, especialista dos temas com referências africanas. Com a ajuda de mais de quinze municípios do Vale do Café, no sul fluminense, a escola contou a história da região a partir do trabalho de negros escravizados, responsáveis pela prosperidade cultural e econômica do local. 
Junior Scapin assinou a comissão de frente muito bem coreografada, sintetizando bem a ideia do enredo em exaltar a força dos negros escravizados que chegaram à região. Forte, uma componente com seio desnudo se libertava da máscara de flandres, mas uma das componentes teve problema com o movimento da saia. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Renan Oliveira e Gleice Simpatia, fez uma boa e segura apresentação. 
A comissão de frente do Império da Tijuca impressionou pela força da apresentação.
No quesito alegorias, a escola apresentou o melhor conjunto entre as 12 agremiações que atravessaram a pista, com destaque para o abre-alas, revestido de palhas, e para o segundo carro, repleto de detalhes e com um excelente acabamento. O morro da Formiga também veio muito bem vestido e completo. A exceção fica com a ala da mineração, que tinha uma indumentária muito abaixo do restante. 
A dúvida do desfile recai sobre o enredo, que apesar de ter adotado uma vertente mais palpável sob a perspectiva negra, não convence tanto ao seu final, com uma exaltação trivial à ferrovia, à universidade e ao turismo da região homenageada.  
O imponente abre-alas da escola.
A Sinfonia Imperial foi conduzida pelos mestres Jordan, Paulinho e Julio César e fez um bom trabalho que impulsionou o canto regular do chão da escola, embalado por Daniel Silva. A evolução também não apresentou problemas e a escola terminou o desfile com conforto dentro do tempo previsto.

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