#Carnaval2019 – Batata assa e Bangu faz desfile irregular

Por Redação Carnavalize

A responsável pela abertura do segundo e último dia de desfiles da Série A foi a Unidos de Bangu, com o enredo “Do ventre da terra, raízes para o mundo”, desenvolvido por Alex de Oliveira, carnavalesco, e Edson Pereira, consultor artístico da escola. A temática é um passeio pela história da batata e um protesto contra a fome. 
A comissão de frente, que contou com a estreia dos coreógrafos Luiz Carlos e Natasha Lima, representava a divindade Inca e fez uma apresentação coreografada porém apenas burocrática. O casal de mestre-sala e porta-bandeira formado por Anderson Abreu e Eliza Xavier mostrou que o casamento dá certo na vida real e na pista, com uma linda indumentária e um bom desempenho. Destaque para a boa condução do pavilhão com o mastro alto da porta-bandeira. 
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Bangu, Anderson e Eliza.
A abertura da escola foi digna, composta por alas cheias, componentes dispostos e um abre-alas bem acabado. A sequência, no entanto, mostrou alegorias muito irregulares, sendo que a segunda e terceira apresentaram problemas graves de acabamento e plotters mal utilizados; na última alegoria, a escultura central apresentou parte da mão danificada. Parte do terceiro carro chegou a desabar, mas por sorte nenhum componente foi atingido. As fantasias, por sua vez, apesar de simples, contribuíram positivamente para o visual e tapete cromático da escola, e não apresentaram grandes problemas de concepção ou realização. 
A terceira alegoria da escola representava a relação de Luís XVI e a nobreza com a batata.
A bateria do mestre Léo Capoeira cumpriu bem seu papel, com uma passagem que propiciou aos intérpretes uma boa condução, mas não conseguiu garantir a explosão da harmonia. A escola não apresentou problemas de evolução e contou com a sorte de ter sido uma das únicas desde o dia de ontem a desfilar com a pista da Sapucaí praticamente seca. 
Esqueceram a batata da Bangu no forno e ela parece ter assado além da conta, o que pode dar um sabor amargo no tempero final da quarta de cinzas.

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