por Leonardo Antan e Vitor Melo.
Para fazer o maior espetáculo artístico-cultural do mundo é necessário um pouco de dinheiro – talvez muito. E como sabemos, nas últimas décadas, os enredos patrocinados tem pautado as agremiações as fazendo cantar sobre os mais variados assuntos. Dentre os patrocínios, os das cidades e estados brasileiros são os mais frequentes, tanto que até criamos uma denominação específica para eles: os enredos CEP. Essas temáticas começaram a ganhar força na segunda metade dos anos de 1990 e viraram tendência absoluta nos anos 2000, tanto no Rio, como em São Paulo.
Desde então, viajamos pelos sabores, festas, hábitos e comidas pelos quatro cantos do país. Separamos, então, uma lista com os sete melhores sambas gerados de enredos CEP.
Caprichosos 2001 – Goiás
Vila Maria 2007 – Cubatão
Quem diria que uma cidade que não tem atrativos turísticos como Cubatão geraria um belo samba? Mas a Vila Maria pelo talento do seu carnavalesco Wagner Santos soube driblar as dificuldades e transformar a história do município que foi prejudicado pelo avanço industrial na região num enredo bem desenvolvido que gerou um samba poético e forte alertando sobre as questões ambientais, destaque na safra paulistana daquele ano. O enredo impactou pelo bom trabalho plástico e a escola garantiu a segunda colocação. Mangueira 2013 – Cuiabá
É aquele ditado, não é mesmo? Com a velha Manga ninguém brinca. Depois de uma série de enredos musicais, a polêmica administração de Ivo Meirelles estava repleta de dívidas e o jeito foi optar foi pelo dinheiro da capital do Mato Grosso. Mesmo com o enredo sem tanto apelo poético, os compositores da verde e rosa não decepcionaram e fizeram um samba à altura da tradição dessa escola icônica. A narrativa do enredo era amarrada pela chegada poética do espero trem a cidade, que tinha como piloto ninguém menos que lendário mestre-sala Delegado. Apesar de terminar apenas no oitavo lugar, a escola ganhou o estandarte de melhor escola daquele ano.
Pérola Negra 2012 – Itanhaém
Imperatriz 1995 – Ceará
Se a gente quiser achar um início para esse modelo de enredo, pesquisando um pouco, provavelmente chegaremos a esse desfile da Imperatriz. É verdade que tudo começou com a genialidade de Rosa Deus Magalhães ao descobrir essa curiosidade histórica que envolve jegues e camelos. Mas com o destaque da escola de Ramos na época, o patrocínio do estado veio muito bem a calhar. O enredo então que se chamava “Mais vale um jegue que carregue que um camelo que me derrube”, ganhou o “lá no ceará” ao final. Falando de CEP, Imperatriz e Rosa Magalhães não dá pra esquecer as duas voltas que essa genia deu em 2002 e 2004, quando os enredos sobre Campos e Cabo Frio, viraram duas aulas sobre a antropofagia e a cor vermelha. A polêmica foi longa com direito a processo de Campo que acusava a escola de não cumprir o contrato. Não se brinca com Deus. Amém? Amém!












4 respostas
Só uma pequena correção: Mangueira em 2013 foi oitava e por escrito colocaram em sétimo, mas tudo bem. Aliás, todos os sambas citados são muito bons.
Agradecemos a correção do filigrana. Valeeeeeeeuuuuuu – ler na voz de já sabe quem.
O samba da Mangueira em 2013 não é o do CD certo? Não tem o Agnaldo…
Realmente não era a gravação original, mas colocamos não só a gravação do CD, mas como o clipe oficial já que prefere, grande Renato! Agradecemos o feedback.