#Carnaval2022: Mocidade – Samba e bateria brilham, mas erros na pista prejudicam escola

Por Redação Carnavalize
Sob as bênçãos de Oxóssi, a Mocidade, terceira escola a desfilar, levou à Avenida uma homenagem ao orixá e seu padroeiro, com o enredo “Batuque ao caçador”, assinado pelo carnavalesco Fábio Ricardo. A agremiação despontou entre as favoritas durante todo o pré-carnaval, principalmente pela força de seu samba, um dos mais elogiados do Grupo Especial. 
Experientes no quesito e veteranos da escola, Jorge Teixeira e Saulo Finelon trouxeram uma comissão de frente representando o mito que fez Oxóssi ficar conhecido como “caçador de uma flecha só”, no qual ele flechava um pássaro que carregava uma maldição. O ponto alto da apresentação era quando a ave, em cima do elemento alegórico, era acertada por uma flecha (drone) que sobrevoou a avenida. No chão, vários guerreiros encenavam um ritual com tambores, os quais chamaram a atenção por se movimentarem sozinhos. Apesar de competente, a comissão não produziu grande impacto. Cabe destacar que o elemento alegórico não era um primor estético. Por sua vez, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos, representou “Mutalambô”, com uma das indumentárias mais bonitas que passaram pela Sapucaí. A dupla fez uma apresentação segura, com giros limpos. Foi perceptível uma evolução do casal em relação ao ano passado.
Performance da Comissão de Frente da escola (Foto: Lucas Monteiro)
Mergulhando na história de Oxóssi, o enredo apresentou bem a ligação do orixá com a escola de samba, apesar de alguns cortes abruptos na narrativa, como entre o império de Daomé, no terceiro carro, e a alegoria de Tia Chica. As fantasias, no geral, se destacam em cor e proposta, sendo ainda leves e bem acabadas. Chamou a atenção o modo eficiente como o carnavalesco combina o dourado e o prata com o verde da agremiação. Já as alegorias deixaram bastante a desejar em acabamento. As concepções eram boas, mas quase todos os carros tinham problemas nesse sentido.
Último carro alegórico da Mocidade (Foto: Juliana Yamamoto)
A bateria de Mestre Dudu, assim como o excelente e animado samba, foram os destaques positivos do cortejo. Forte musicalmente, a escola só não teve um chão melhor por vários problemas de evolução, desencadeados por dificuldades com os carros alegóricos, como foi o caso do acoplamento do abre-alas.
Oscilando entre quesitos fortes e frágeis, a Mocidade deve brigar, na terça, por um vaga no desfile das campeãs.

 

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